Beija-flor-de-gravata-verde – (Augastes scutatus)

O beija-flor-de-gravata-verde Augastes scutatus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil basicamente nas regiões da Serra do Espinhaço.

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  • Nome popular: Beija-flor-de-gravata-verde
  • Nome inglês: Hyacinth Visorbearer
  • Nome científico: Augastes scutatus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre na Serra do Espinhaço, norte de Minas Gerais, desde Botumirim, Grão Mogol e Diamantina, até a Serra do Cipó, em Belo Horizonte, Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete. Também ocorre no extremo meridional do espinhaço baiano.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar das plantas, mas também come insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de cestinho, preso em forquilhas de arbustos feito com musgos e forrado com paina e outros materiais. Põe em média 2 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 8 e 10 centímetros de comprimento e pesa entre 3 e 4 gramas. A fêmea mede entre 8 e 9,7 centímetros de comprimento e pesa entre 2,7 e 3,8 gramas. O beija-flor-de-gravata-verde apresenta dimorfismo sexual, o macho da espécie distingue-se da fêmea por apresentar a plumagem da fronte, queixo e garganta verde-azulada mais intensamente iridescente que lhe confere uma aparente “gravata”, e pela presença de uma estreita faixa preta ao redor dos olhos. O colar é branco ou rosa pálido e os lados do pescoço, peito e abdômen são azul violeta iridescentes, com variações individuais. A fronte, queixo e garganta das fêmeas apresentam frequentemente uma leve coloração dourada, enquanto que as penas da faixa que envolve os olhos são marrom escuro ao invés de preto e os lados do pescoço são azuis. O peito e o abdômen são predominantemente verdes com alguns espécimes apresentando algumas penas isoladas nesta região nas colorações marrom, cinza escuro e azul.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Augastes scutatus scutatus (Temminck, 1824) – Ocorre na região sudeste do Brasil. Encontrado em altitudes elevadas na porção centro-meridional da Cadeia do Espinhaço no centro e leste do estado de Minas Gerais.
  • Augastes scutatus ilseae (Grantsau, 1967) – Ocorre na região sudeste do Brasil. Encontrado em altitudes moderadas na região porção centro-meridional da Cadeia do Espinhaço no centro e leste do estado de Minas Gerais. Ilseae é um epônimo dedicado a esposa do prof. Rolf Grantsau.
  • Augastes scutatus soaresi (Ruschi, 1963) – Ocorre na região sudeste do Brasil. Na bacia do rio Piracicaba na região central do estado de Minas Gerais.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta regiões pedregosas e semi-áridas, dos cumes de serras e chapadas. É uma das duas únicas espécies de aves endêmicas do Cerrado Brasileiro que estão restritas aos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço. É classificada como espécie ‘quase ameaçada’ globalmente (BirdLife International 2000), por possuir área de ocorrência limitada que sofre influência do ser humano. O macho possui hábito territorialista, defendendo manchas de recursos florais, e empoleirando-se em arbustos para emitir vocalizações agonísticas contra intrusos.

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Referências & Bibliografia: