Tauató-miúdo – (Accipiter striatus)

O tauató-miúdo Accipiter striatus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-miúdo, tauató-pequeno, tauató-jandaia, carijó-do-mato e carijó-vermelho.

Tauató-miúdo {field 25}
  • Nome popular: Tauató-miúdo
  • Nome inglês: Sharp-shinned Hawk
  • Nome científico: Accipiter striatus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre da América do Norte até a Argentina, no Brasil central e meridio-oriental, até o Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente em pequenas aves. Localiza sua presa a partir de um poleiro. Uma das maneiras de caça é ficar em um poleiro escondido entre a vegetação, de onde localiza a presa. Quando em voo sobre o solo é uma ave rápida e silenciosa, o que permite capturar pássaros em pleno voo, mesmo em meio à vegetação densa. Eventualmente também come pequenos roedores e pequenas rãs.
  • Reprodução: O casal constrói o ninho em formato de plataforma feita com galhos, a uma altura entre 5 e 6 metros, nos arbustos de grande espessura. O interior é decorado com folhas, cascas e penas. A fêmea põe entre 3 e 5 ovos esbranquiçados e manchados de marrom escuro. A incubação dura entre 32 e 35 dias e é feita por ambos os pais, embora durante as primeiras duas semanas apenas a fêmea fique responsável pela incubação. Durante este período, ela é alimentada pelo macho. Os filhotes são então alimentados pelo casal e fazem o seu primeiro voo depois de um mês de idade.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho mede em média 25 cm de comprimento e pesa entre 85 e 125 gramas. A fêmea mede cerca de 35 cm de comprimento e pesa entre 145 e 215 gramas. O macho tem a coroa escura acinzentada que se estende até a parte superior das bochechas. A parte inferior da face é castanha. O manto é cinza escuro irregular marcado com pequenas manchas brancas. Asas escuras, têm reflexos cinza azulados. As rêmiges primárias são esbranquiçadas finamente barradas de preto. A garganta, peito e parte superior da barriga são brancos, fortemente barrados de castanho. A parte inferior do ventre é completamente branca. Os calções são de coloração castanho ferrugíneo, barrado de branco. A cauda é longa, listrada na coloração cinza e preto, arredondada na ponta. O bico é curto e preto. As pernas e a cera são de cor amarela. O olho é laranja. A fêmea difere do macho por apresentar um capuz mais escuro. Os flancos superiores são marrons e o peito é menos barrado. As fêmeas são maiores do que os machos.

Tem dez subespécies reconhecidas:

  • Accipiter striatus perobscurus (Snyder, 1938) – ocorre no oeste do Canadá, e no inverno pode ser encontrado até o sul da Califórnia;
  • Accipiter striatus velox (A. Wilson, 1812) – ocorre do Alasca e Canadá até o sul dos Estados Unidos; no inverno atinge o Panamá;
  • Accipiter striatus suttoni (van Rossem, 1939) – ocorre da região sudeste do México (Veracruz) até o sul dos Estados Unidos da América;
  • Accipiter striatus madrensis (Storer, 1952) – ocorre no México, do estado de Guerrero até o oeste do estado de Oaxaca;
  • Accipiter striatus fringilloides (Vigors, 1827) – ocorre em Cuba.
  • Accipiter striatus striatus (Vieillot, 1808) – ocorre na ilha de Hispaniola (Haiti e República Dominicana);
  • Accipiter striatus venator (Wetmore, 1914) – ocorre em Porto Rico;
  • Accipiter striatus chionogaster (Kaup, 1852) – ocorre do sul do México, nos estados de Chiapas e Oaxaca, até a Guatemala, Honduras e de El Salvador até o noroeste da Nicarágua;
  • Accipiter striatus ventralis (P. L. Sclater, 1866) – ocorre das montanhas do oeste da Venezuela e Colômbia até o oeste da Bolívia na região de Cochabamba;
  • Accipiter striatus erythronemius (Kaup, 1850) – ocorre no leste do Brasil, do estado da Bahia até o Uruguai, sudeste da Bolívia, no Chaco do Paraguai e do norte da Argentina até Buenos Aires.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta florestas e matas. Apesar de viver oculto nas matas e bosques, ele voa abertamente de uma mata a outra. É um gavião solitário e muitas vezes frequenta a alta e densa floresta de planícies e montanhas, mas também pode ser encontrado sobrevoando as grandes cidades. É um gavião muito estratégico, costuma utilizar poleiros escondidos pela vegetação para se camuflar e surpreender a presa em suas rápidas investidas, ou às vezes usa poleiro expostos no alto de árvores de onde tenta interceptar e capturas presas que passarem próximas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências