Ferreirinho-de-sobrancelha – (Todirostrum chrysocrotaphum)

O ferreirinho-de-sobrancelha Todirostrum chrysocrotaphum é uma ave da família Rhynchocyclidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

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  • Nome popular: Ferreirinho-de-sobrancelha
  • Nome inglês: Yellow-browed Tody-Flycatcher
  • Nome científico: Todirostrum chrysocrotaphum
  • Família: Rhynchocyclidae
  • Sub-família: Todirostrinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia, abaixo dos rios Negro e Amazonas, com registros no Amazonas, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Pará e Maranhão.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e potros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma globular pendente, preso entre 4 e 30 metros do solo. Macho e fêmea contribuem para a construção do ninho. A incubação é aparentemente feita por ambos os pais. Aparentemente gostam de construir os ninhos próximo a ninhos de vespas. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 9 cm de comprimento e pesa cerca de 7 gramas. As cores principais são preto, amarelo e verde. Nas subespécies, a coroa e os lados da cabeça são pretos, com uma ampla sobrancelha pós ocular amarela que origina logo atrás do olho e segue em direção a nuca. O manto e uropígio são verde-oliva. As asas são pretas e apresentam duas barras alares amarelas e suas rêmiges também são marginadas de amarelo. A cauda é preta. O peito, ventre e crisso são de coloração amarelo brilhante; em algumas subespécies, loro e a garganta são brancos e em outras a lateral da garganta se apresenta com fortes estrias pretas. A íris é marrom escuro, o bico é preto. Tarsos e pés são cinza escuro, quase pretos.

Tem cinco subespécies reconhecidas:

  • Todirostrum chrysocrotaphum chrysocrotaphum Strickland, 1850 – ocorre no norte do Peru e no oeste do Brasil, no centro do estado do Amazonas na região de Tefé. A subespécie nominal apresenta a coroa e os lados da cabeça pretas, com ampla sobrancelha amarela e a região supraloral branca.
  • Todirostrum chrysocrotaphum guttatum Pelzeln, 1868 – ocorre na Colômbia, no Equador, no extremo nordeste do Peru e no noroeste do Brasil. Esta espécie apresenta o mento branco e fortes ​​estrias pretas nas laterais da garganta e em todo o peito (Walther, 2004).
  • Todirostrum chrysocrotaphum neglectum Carriker, 1932 – ocorre no leste do Peru, sudoeste do Brasil (para leste até o rio Madeira) e no norte da Bolívia. Esta espécie apresenta a região loral inteiramente preta; o bico é mais curto e proporcionalmente mais largo; o amarelo das partes inferiores é mais intenso, enquanto que o verde oliva do manto apresenta um tom mais amarelado.
  • Todirostrum chrysocrotaphum simile Zimmer, 1940 – ocorre no Brasil entre os rios Madeira e Tapajós, nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Mato Grosso. Esta subespécie é similar a subespécie nominal, mas sua sobrancelha amarela não passa por sobre a órbita ocular, sendo restrita à região supra-auricular;
  • Todirostrum chrysocrotaphum illigeri (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre no nordeste do Brasil da margem direita do Rio Tapajós até o norte do estado do Maranhão. Esta subespécie é parecida com a subespécie simile, mas não tem a região supraloral branca, e apresenta estrias pretas nos lados da garganta (Walther, 2004).
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Comentários:

Frequenta as copas de matas de terra firme e de várzea, aparecendo mais nas bordas que no seu interior.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências