Suiriri-cinzento – (Suiriri suiriri)

O suiriri-cinzento Suiriri suiriri é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai

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  • Nome popular:
  • Nome inglês: Suiriri Flycatcher
  • Nome científico: Suiriri suiriri
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em todo o Cerrado e Caatinga. Visto também no Rio Grande do Sul, Amapá e Pará. Encontrado também na Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho é em forma de cesto raso, feito com fibras vegetais e forrado por painas, todas as camadas unidas por grande quantidade de teia de aranha. O acabamento exterior é feito com liquens e fragmentos de folhas secas. A construção dos ninhos é exclusividade das fêmeas. Os ovos são branco perolados. Os filhotes apresentam a cabeça, superfície dorsal e coberteiras das asas marcadas por abundantes e diminutas manchas brancas. A incubação é realizada exclusivamente pelas fêmeas, sendo estimada em 15,2 dias. Já os filhotes permanecem no ninho por 18,9 e 18,3 dias. Algumas evidências sugerem que apresenta alguma forma de reprodução cooperativa
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 15 e 26 cm de comprimento e pesa entre 11,5 e 16 gramas para a subespécie nominal e entre 18,5 e 21 gramas para a subespécie burmeisteri, a maior das subespécies reconhecidas. Tem as asas e caudas negras, a parte de cima é cinzenta, já a de baixo é cinzenta clara, tem barriga branca. As coberteiras superiores das asas e terciárias com largas bordas são esbranquiçadas e, a ponta da cauda e barba externa da retriz exterior pardo clara. Quando jovem o lado superior é salpicado de branco.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Suiriri suiriri suiriri (Vieillot, 1818) – ocorre no leste da Bolívia, no sul do Brasil, no Paraguai, na Argentina e no Uruguai. Esta subespécie apresenta porção superior com coloração que varia entre o cinza escuro e o verde oliváceo escuro. Seu ventre é esbranquiçado, a cauda escura, com a ponta escura e relativamente curta.
  • Suiriri suiriri bahiae (Berlepsch, 1893) – ocorre no nordeste do Brasil, nos estados da Paraíba, Pernambuco, e no nordeste do estado da Bahia. Esta subespécie é restrita ao bioma caatinga e apresenta sua porção superior de coloração acinzentada. Seu uropígio também é acinzentado. Seu ventre apresenta coloração que varia entre o cinza esbranquiçado e o amarelo brilhante. Seu tamanho é intermediário entre as outras duas subespécies.
  • Suiriri suiriri burmeisteri Kirwan, Steinheimer, Raposo & Zimmer, 2014 – ocorre no Suriname, no Brasil, na região que abrange o estado de São Paulo até o estado do Pará e Amapá, e do Maranhão, até o oeste da Bahia, Goiás e Mato Grosso, também ocorre no norte da Bolívia, na região de Beni. Esta subespécie difere fortemente da subespécie nominal, por apresentar o ventre na coloração amarelo brilhante. A porção superior de coloração cinza ou verde oliváceo pálido contrastando com o uropígio esbranquiçado ou amarelado. Seu bico é maior e frequentemente mais pálido.

Kirwan et al. (2014); Piacentini et al. (2015).

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Comentários:

Frequenta o cerrado e o espinhal e vários tipos de formações vegetais abertas. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas, do pássaro pousado. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou em buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. Apresenta comportamento agressivo. É uma ave solitária, as vezes vista aos pares. Seus hábitos lembram muito os dos siriris do gênero Tyrannus, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada em galhos sem folhas de árvores altas, de onde voa para capturar insetos alados e depois retorna ao poleiro. Não se aproxima muito de áreas urbanas, mas pode ser encontrado na zona rural próximo às habitações.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências