Sabiá-coleira – (Turdus albicollis)

O sabiá-coleira Turdus albicollis é uma ave da família Turdidae. Conhecido também como caraxué-coleira. Ocorre em todos os países da América do Sul, exceto o Chile.

Sabiá-coleira Foto – Carlos Grupilo
  • Nome popular: Sabiá-coleira
  • Nome inglês: White-necked Thrush
  • Nome científico: Turdus albicollis
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre em todas as regiões do Brasil, e também em toda a América do Sul exceto o Chile.
  • Alimentação: Espécie onívora, Alimenta-se de coquinhos de várias palmeiras, frutos (embaúba, pimenta-malagueta, amoras, laranja, mamão) e segue formigas-de-correição para se alimentarem de artrópodes espantados por elas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com raízes, musgos e barro em formato de tigela profunda, semelhante ao de outros sabiás. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azul-esverdeados com manchas marrons, tendo de 3 a 4 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias. Socialmente monogâmico, contudo relações extra-par são comuns.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Sabiá-coleira Foto – Carlos Grupilo

Características:

Mede em média 22 cm de comprimento. Tem um sutil dimorfismo sexual, sendo as fêmeas adultas um pouco maiores que os machos, sendo sua diferenciação principal feita apenas pelo canto, que é característica dos machos. Garganta densamente rajada de negro e, sob esta, mancha branca bastante evidente, abdômen branco e flancos e coberteiras inferiores das asas de cor ferrugínea. Pálpebras e mandíbulas amarelas.

Possui sete subespécies:

  • Turdus albicollis albicollis (Vieillot, 1818) – ocorre no sudeste do Brasil, do estado do Rio de Janeiro até o estado do Rio Grande do Sul;
  • Turdus albicollis contemptus (Hellmayr, 1902) – ocorre na Bolívia, nas regiões de Yungas, La Paz, Santa Cruz e Tarija;
  • Turdus albicollis crotopezus (Lichtenstein, 1823) – ocorre no leste do Brasil, nos estados de Espírito Santo, Bahia e Alagoas;
  • Turdus albicollis paraguayensis (Chubb, 1910) – ocorre no sudoeste do Brasil, do estado de Mato Grosso até o Paraguai e nordeste da Argentina;
  • Turdus albicollis phaeopygus (Cabanis, 1848) – ocorre do extremo leste da Colômbia até as Guianas e no norte da Amazônia brasileira;
  • Turdus albicollis phaeopygoides (Seebohm, 1881) – ocorre do nordeste da Colômbia até o norte da Venezuela; ocorre também nas Ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe;
  • Turdus albicollis spodiolaemus (Berlepsch & Stolzmann, 1896) – ocorre do leste do Equador até o leste do Peru, norte da Bolívia e oeste do Brasil.
Sabiá-coleira Foto – Carlos Grupilo

Comentários:

Vive solitário ou aos pares no interior de florestas de estrato médio, tanto em baixadas como nas montanhas. Tem o hábito de saltitar pelo solo. E não é comum de ser encontrado em áreas urbanas.

Sabiá-coleira Foto – Aisse Gaertner

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sabia-coleira Acesso em 28 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabiá-coleira Acesso em 13 de Agosto de 2010.