Gralha-azul – (Cyanocorax caeruleus)

A gralha-azul Cyanocorax caeruleus é uma ave da família Corvidae. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Gralha-azul
  • Nome inglês: Azure Jay
  • Nome científico: Cyanocorax caeruleus
  • Família: Corvidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de forma onívora, come desde frutos diversos, pinhão, ovos e filhotes de outras aves, pequenos vertebrados e invertebrados, e restos de alimentos humanos, como pão.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito de gravetos, de cerca de 50 cm de diâmetro, em forma de taça. Põe em média 4 ovos, com coloração azul esverdeados com numerosas manchas claras. O período reprodutivo inicia-se em outubro e se prolonga até março. Todos os indivíduos colaboram na construção de ninhos nas partes mais altas das árvores, preferencialmente na coroa central da araucária mas também em outras espécies de arvores. No
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 39 cm de comprimento. Tem coloração geral azul vivo e preta na cabeça, na parte frontal do pescoço e na superior do peito. Machos e fêmeas tem a mesma plumagem e aparência embora as fêmeas em geral sejam menores. As gralhas azuis são aves muito inteligentes só suplantadas pelos psitacídeos. Sua comunicação é bastante complexa consta de pelo menos 14 termos vocais (gritos) bem distintos e significantes. Gregárias, as gralhas azuis formam bandos de 4 a 15 indivíduos hierarquicamente bem organizados, inclusive com divisão de clãs, bandos estes que se mantêm estáveis por até duas gerações.

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Comentários:

Frequenta o interior e nas bordas de florestas e capoeiras arbóreas, principalmente em pinheirais. Porém, não é correta a opinião de que a gralha-azul seja uma ave típica e exclusiva dos pinheirais, pois habita também regiões de Mata Atlântica ou mesmo ilhas florestadas da baía de Paranaguá (litoral paranaense), onde estas árvores não existem. Vive em grupos pequenos, de 6 a 8 indivíduos. Apresenta o hábito de esconder sementes de pinheiro , como meio de guardar comida, esquecendo-se com frequência de algumas delas. Esse ato pode ser considerado com um ato de dispersão. Por isso, acredita-se que a gralha-azul seja importante para a germinação e desenvolvimento do pinheiro-do-paraná.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências