Galo-da-serra – (Rupicola rupicola)

O galo-da-serra Rupicola rupicola é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia.

Galo-da-serra {field 11}
  • Nome popular: Galo-da-serra
  • Nome inglês: Guianan Cock-of-the-rock
  • Nome científico: Rupicola rupicola
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Rupicolinae
  • Habitat: Ocorre no norte do Brasil, desde o Amapá até a região do alto rio Negro, passando por Roraima, e nas proximidades de Presidente Figueiredo, distante cerca de 100 quilômetros ao norte de Manaus. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também caça insetos, lagartixas e rãs. Entre os frutos mais consumidos, estão o açaí e a bacaba.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho de barro e gravetos em forma de taça, em terreno rochoso ou cortado pela erosão, em ambiente bem úmido e sombreado na mata primária. Põe 2 ovos manchados, que são chocados apenas pela fêmea durante 27 a 28 dias. Seu período de reprodução vai de novembro a abril.. Permanece próximo a maciços rochosos, onde os machos se reúnem para exibir-se individualmente para as fêmeas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 28 cm de comprimento. O macho tem uma cor laranja inconfundível. A fêmea é marrom-escura, parecendo preta à distância. O topete do macho, que lhe dá o nome de galo, pode ser movimentado pela ave, como um leque, chegando a cobrir o bico, o que confunde a quem o observa sobre qual o lado que a ave está olhando. O topete do macho é maior que o da fêmea. A plumagem do jovem é escura, como a da fêmea, e começa a mudar no segundo ano de vida, e somente no terceiro ano fica totalmente laranja. A mudança começa de forma irregular, em cada indivíduo, com machas laranjas distribuídas pelo corpo, que vão aumentando até completar a muda. Os filamentos laranjas das penas das asas, que dão um belo efeito visual na ave, só aparecem no final da muda.

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Comentários:

Frequenta os estratos inferior e médio das florestas úmidas localizadas em escarpas, principalmente nas proximidades de córregos sombreados. Vive solitário, buscando alimento na floresta, sendo de difícil visualização, principalmente as fêmeas, devido à coloração escura. Movimenta-se pouco na vegetação. Varia de incomum a localmente comum. Também pode ser encontrado em campinaranas, desde que existam formações rochosas no local. Nos momentos em que fazem exibições nas arenas, podem se reunir em grande número, acima de 10 indivíduos.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências