Caburé-da-amazônia – (Glaucidium hardyi)

O caburé-da-amazônia Glaucidium hardyi é uma ave da família Strigidae. Ocorre na Venezuela, Guiana, Peru, Bolívia e no Brasil.

Caburé-da-amazônia {field 11}
  • Nome popular: Caburé-da-amazônia
  • Nome inglês: Amazonian Pygmy-Owl
  • Nome científico: Glaucidium hardyi
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Endêmica da Amazônia. Ocorre, da Venezuela à Guiana, Peru e Bolívia. No Brasil encontrada em todos os estados da região Norte, no Maranhão e em Mato Grosso. Do nível do mar até cerca de 850 m de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de gafanhotos, besouros, baratas e também pequenos vertebrados arborícolas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores mortas ocas, em áreas abertas, próximas à mata secundária, em buracos feitos por pica-paus e até mesmo em cupinzeiros terrícolas. A postura é em média de 3 ovos, quase redondos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 15 cm de comprimento o macho e 12 cm a fêmea. Pesa entre 49 e 63 g o macho e 57 g a fêmea. Tem a cor castanho acinzentada com pintinhas brancas na cabeça e nuca contrastando ligeiramente com as penas lisas do dorso e asas castanho avermelhadas. Duas nódoas negras na nuca, uma de cada lado, realçadas lateralmente por penas brancas, formando “olhos falsos”, ou “face occipital”, para enganar presas e predadores. Asas com pintas brancas e acaneladas. Garganta com penas brancas que ficam mais evidentes quando a ave vocaliza. Lados do peito castanho com pintinhas esbranquiçadas. Flancos e abdome com estrias castanho ferrugíneas em meio a penas brancas. Curtas sobrancelhas brancas, nem sempre presentes, sobre olhos amarelos. Tarsos emplumados e dedos com cerdas.

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Comentários:

Frequenta a floresta úmida perenifólia, especialmente terra firme, floresta de transição e floresta de várzea, borda de mata ao redor de clareiras e baixadas amazônicas. No pantanal pode ser encontrada em enclaves florestados. Vive logo abaixo do dossel e no estrato médio da mata mais preservada. Prefere áreas próximas a pequenos cursos de água, provavelmente por serem mais abertas, aumentando a visibilidade e presença de presas potenciais. É parcialmente diurna, vive principalmente no dossel da floresta, costuma pousar em galhos altos cobertos por plantas epífitas. Devido ao pequeno tamanho, é de difícil observação.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências