Choca-barrada – (Thamnophilus doliatus)

A choca-barrada Thamnophilus doliatus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil principalmente no cerrado estando em expansão para outros biomas.
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  • Nome popular: Choca-barrada
  • Nome inglês: Barred Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus doliatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil principalmente no cerrado.
  • Alimentação: Percorre a parte central e alta dos arbustos, caçando invertebrados e mantendo contato com piados graves.
  • Reprodução: Constrói seus ninhos nas bordas da mata e nos arbustos. O ninho em forma de taça costuma ser construído em arbustos fechados. Os ovos, geralmente dois, são incubados pelo casal por cerca de duas semanas. O casal se reveza na alimentação dos filhotes, que levam mais duas semanas para abandonar o ninho. Há relatos de casais que procriaram duas vezes na mesma estação reprodutiva.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho tem a coloração negra mais acentuada, enquanto a fêmea é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis). Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Mede em média 16 centímetros de comprimento.

Possui onze subespécies:

  • Thamnophilus doliatus doliatus (Linnaeus, 1764) – ocorre do nordeste da Colômbia até as Guianas e na Amazônia brasileira; occorre também na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Thamnophilus doliatus intermedius (Ridgway, 1888) – ocorre do leste do México, na região de Tamaulipas, até Belize, Guatemala e Oeste do Panamá.
  • Thamnophilus doliatus eremnus (Wetmore, 1957) – ocorre na ilha de Coiba no Panamá.
  • Thamnophilus doliatus nigricristatus (Lawrence, 1865) – ocorre na região central do Panamá, do leste da região de Chiriquí, sul de Veraguas até o oeste de San Blas;
  • Thamnophilus doliatus nesiotes (Wetmore, 1970) – ocorre nas ilhas Pérolas no Golfo do Panamá;
  • Thamnophilus doliatus albicans (Lafresnaye, 1844) – ocorre da costa do Caribe da Colômbia do sul do vale de Magdalena até a região de Huila;
  • Thamnophilus doliatus nigrescens (Lawrence, 1867) – ocorre no norte e centro da Colômbia a leste da Cordilheira dos Andes e no noroeste da Venezuela, a norte da Cordilheira dos Andes;
  • Thamnophilus doliatus tobagensis (Hartert & Goodson, 1917) – ocorre na ilha de Tobago no Caribe.
  • Thamnophilus doliatus difficilis (Hellmayr, 1903) – ocorre na região central e leste do Brasil, do leste do estado do Maranhão até o leste do estado de Mato Grosso, em Goiás e no oeste da Bahia;
  • Thamnophilus doliatus radiatus (Vieillot, 1816) – ocorre do extremo sudeste da Colômbia até o leste do Peru, na Bolívia, Paraguai, e no norte da Argentina;
  • Thamnophilus doliatus cadwaladeri (Bond & Meyer de Schauensee, 1940) – ocorre no sul da Bolívia da região de Tarija.
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Comentários:

Habita capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. É a choca de distribuição mais ampla e a que mais se aproxima do ser humano, tanto por não ser arisca quanto por ser bem generalista e se adaptar a áreas alteradas. Sua distribuição original compreendia cerradões, bordas de matas de galeria e outras formações florestais não muito densas. No fim da década de 80 sua aparição em áreas urbanas foi até motivo para publicações em periódicos ornitológicos, mas hoje em dia sua presença em nossas cidades já não é mais novidade e já foi encontrada até mesmo em parques próximos ao centro de metrópoles como Campinas e Ribeirão Preto. Sua distribuição vem crescendo e recentemente chegou à cidade de São Paulo, que está fora de sua distribuição original, que era restrita a áreas de cerrado.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choca-barrada Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choca-barrada Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Pica-pau-pequeno – (Veniliornis passerinus)

O pica-pau-pequeno Veniliornis passerinus é uma ave da família Picidae. Conhecido como picapauzinho-anão. Ocorre da Venezuela à Bolívia, Paraguai e no Brasil.

Pica-pau-pequeno Foto – Expedito Máximo
  • Nome popular: Pica-pau-pequeno
  • Nome inglês: Little Woodpecker
  • Nome científico: Veniliornis passerinus
  • Família: Picidae
  • Subamília: Picinae
  • Habitat: Ocorre da Venezuela à Bolívia, Paraguai e Brasil amazônico e central ( até o oeste do Paraná ) e setentro-oriental ( interior do Nordeste )
  • Alimentação: São basicamente insetívoros. Macho e fêmea costumam estar próximos nos deslocamentos para busca de alimentação. Acompanham bandos mistos na mata, explorando os troncos e apanhando insetos sob a casca. Furam os galhos e troncos com broca. Assim como outras espécies de picapaus, o picapauzinho-anão através de pancadas ligeiras, ausculta a árvore para descobrir os lugares carunchados, para posteriormente se alimentar de larvas e/ou besouros ali presentes. Aprecia algumas frutas como manga e abacate.
  • Reprodução: Reproduz-se de julho a novembro. Constrói o ninho em colmos de bambu, palmeiras ou galhos secos, onde põe seus ovos brancos e brilhantes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pica-pau-pequeno Foto – Expedito Máximo

Características:

Tem cerca de 15 cm de cmprimento. É o menor representante do gênero Veniliornis. De cor verde-amarelada, mais clara nas partes inferiores. Coberteiras superiores das asas salpicadas de amarelo; partes inferiores barradas de cinza. Nuca e vértice vermelhos no macho.

Tem  nove subespécies reconhecidas:

    • Veniliornis passerinus passerinus (Linnaeus, 1766): Com as coberteiras superiores das asas sem pontas claras. Tem os lados da cabeça marrom-dourado e lado ventral barrado escuro e esbranquiçado. Norte do Brasil, PA, RR, Ap até Ilha do Marajó.
    • Veniliornis passerinus agilis (Cabanis & Heine, 1863): Com as coberteiras superiores das asas sem pontas claras. Com faixa superciliar e malar claras. Leste da região amazônica até o oeste do Brasil;
    • Veniliornis passerinus diversus (Zimmer, 1942): Com as coberteiras superiores das asas sem pontas claras. Lado ventral largamente barrado, as coberteiras superiores das asas com fina estria mediana clara. Macho com parte traseira do alto da cabeça vermelha. Extremo norte do Brasil.
    • Veniliornis passerinus fidelis (Hargitt, 1889): ocorre do Leste da Colômbia até o Oeste da Venezuela;
    • Veniliornis passerinus insignis (Zimmer, 1942): Com as coberteiras superiores das asas sem pontas claras. No lado ventral com as barras claras mais largas do que as escuras e o alto da cabeça com vermelho da metade traseira até a nuca. Oeste do Brasil ao sul do Rio Amazonas.
    • Veniliornis passerinus modestus (Zimmer, 1942): ocorre no Nordeste da Venezuela;
    • Veniliornis passerinus olivinus (Natterer & Malherbe, 1845): Com as coberteiras superiores das asas nas pontas claras. Com o vermelho do alto da cabeça na parte traseira da nuca; lados da cabeça verde-oliva. Sudoeste, sudeste e sul do Brasil.
    • Veniliornis passerinus taenionotus(Reichenbach, 1854): Com as coberteiras superiores das asas nas pontas claras. Alto da cabeça inteiramente vermelho no macho e o lado ventral fortemente barrado. Nordeste do Brasil, desde Maranhão até a Bahia
    • Veniliornis passerinus tapajozensis (Gyldenstolpe, 1941): Com as coberteiras superiores das asas sem pontas claras. sem faixa superciliar e malar. Com o lado dorsal mais amarelado manchado vermelho. Norte do Brasil próximo ao Rio Tapajós.
Pica-pau-pequeno Foto – Expedito Máximo

Comentários:

Habitam áreas abertas, clareiras e bordas de matas secas, caatingas, cerrados, matas de galeria, de várzea e de terra firme. Encontrado também em mata secundária, mata ripária com bambu, mangues e zonas rurais, pastos e campos. Encontrado solitário, aos pares ou em grupos familiares. Muito ariscos, movimentam-se rapidamente pelas copas ao perceberem qualquer movimento estranho. Como os outros pica-paus, escondem-se atrás dos troncos quando percebem uma pessoa, tornando a observação dos detalhes ainda mais difícil. Observáveis em todos os ambientes florestados, atravessam, em rápidos voos ondulados, áreas de campo entre capões ou árvores isoladas. Aparece em locais com arbustos densos.

Pica-pau-pequeno Foto – Expedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pica-pau-pequeno Acesso em 18 de Janeiro de 2011.

Picapauzinho-escamoso -( Picumnus albosquamatus)

O Picapauzinho-escamoso Picumnus albosquamatus é uma ave da família Picidae. Conhecido também como pica-pau-anão-escamado. Ocorre na Bolívia, Paragua e Brasil nos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

Picapauzinho-escamoso Foto – Expedito Máximo
  • Nome popular: Picapauzinho-escamoso
  • Nome inglês: White-wedged Piculet
  • Nome científico: Picumnus albosquamatus
  • Família: Picidae
  • Subamília: Picumninae
  • Habitat: Ocorre no Paraguai, Bolívia e parte do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de larvas de insetos escavando galhos mortos com pancadas vigorosas do bico, como os outros pica-paus. Encontrada a galeria onde está a broca, arranca pedaços do galho até atingir o inseto, “pescando” a presa com a longa língua viscosa. Acompanha bandos mistos, quando aves de várias espécies deslocam-se e caçam em grupo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos nos troncos com 3 centímetros de largura, o período de reprodução vai de Maio a Dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Picapauzinho-escamoso Foto – Expedito Máximo

Características:

Tem em média 11 centímetros de comprimento e pesa entre 9 e 11 gramas. O macho possui o alto da cabeça com penas vermelhas. Os membros de um casal costumam estar próximos, comunicando-se entre si através de assobios finos, longos, muito característicos e mais fáceis de detectar, depois de aprendidos, do que as aves. Além desse chamado, como os outros pica-paus também tamborilam nas árvores para demarcar território. Em um galho oco batem rapidamente uma sequência de pancadas com o bico. Esse som vai a grandes distâncias, avisando os vizinhos da presença dos donos do território.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Picumnus albosquamatus albosquamatus (Orbigny, 1840) – ocorre do norte da Bolívia até o sudoeste do Brasil, no estado de Mato Grosso e na região adjacente do norte do Paraguai.
  • Picumnus albosquamatus guttifer (Sundevall, 1866) – ocorre no Brasil, do leste do estado de Mato Grosso até o estado do Pará, Maranhão, Goiás e Minas Gerais.

(IOC World Bird List 2017).

Picapauzinho-escamoso Foto – Expedito Máximo

Comentários:

Habita árvores e arbustos, mais frequente nas matas ciliares dos rios, cerradões e matas. Anda tanto nos arbustos baixos, como na parte alta da copa. Ao contrário dos outros pica-paus, a cauda possui as penas sem o enrijecimento central. Devido a isso, não a apoiam contra os galhos, firmando-se somente com os pés, os quais são desproporcionais em tamanho para conseguir sustentar a ave. Empoleiram tanto na vertical como na horizontal, movimentando-se aos saltos e alternando o pé de apoio.

Picapauzinho-escamoso Foto – Expedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/picapauzinho-escamoso Acesso em 18 Março de 2018.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Picapauzinho-escamoso Acesso em 31 de Outubro de 2018.

Bico-reto-azul – (Heliomaster furcifer)

O Bico-reto-azul é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Equador e em boa parte do Brasil.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo
  • Nome popular: Bico-reto-azul
  • Nome inglês: Blue-tufted Starthroat
  • Nome científico: Heliomaster furcifer
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Equador e em boa parte do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de néctar e alguns insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho com musgos e liquens, preso em pequenos galhos a poucos metros do solo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimentos e pesa entre 5 e 6,5 gramas. Possui um bico um pouco maior do que os outros beija-flores. Machos apresentam garganta rosa, com a parte inferior (do peito até infra-caudas) azul-escuro bem iluminado e brilhante e parte superior verde. Apresenta 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquire uma plumagem de descanso. O macho adulto perde sua plumagem exuberante iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie. As fêmeas possuem parte superior verde e a sua parte inferior é cinza.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Comentários:

Os seus habitats naturais são: florestas secas tropicais ou subtropicais, florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude, e savanas áridas.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-reto-azul Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bico-reto-azul Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Pipira-vermelha – (Ramphocelus carbo)

A pipira-vermelha Ramphocelus carbo é uma ave da família Thraupidae. Conhecida como bico-de-prata, pipira-de-papo-vermelho e pipira-de-prata. Ocorre desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo
  • Nome popular: Pipira-vermelha
  • Nome inglês: Silver-beaked Tanager
  • Nome científico: Ramphocelus carbo
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se sempre de invertebrados, em especial insetos dipteros. Come também de frutos. Pode tanto estar em bandos próprios, como associado a outras espécies. Acompanha as formigas de correição para apanhar as presas escapando delas. Frequenta comedouros com frutas.
  • Reprodução:Começa a fase reprodutiva aos 10 meses de idade. Nidifica durante quase todo ano na Amazônia oriental. No sudoeste amazônico nidifica comumente em ambientes ambientes abertos com pomares, próximo a atividades antrópicas (Lima et al. 2019, Lima & Guilherme 2020). Os ninhos têm formato de xícara construídos em forquilhas, na base de folhas de palmeiras ou lateralmente entre dois ou mais galhos. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos brancos com manchas marrom escuras, incubados por cerca de 13 dias, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Características:

Tem em média18 cm de comprimento e pesa entre 21,5 e 37,5 gramas, dependendo da subespécie (ver biometrias da subespécie R. c. connectens em Lima & Guilherme 2020). A grande característica da espécie é a base branca do bico do macho. Parece uma peça de porcelana, pelo brilho e formato. Fêmeas e machos juvenis não a possuem. Nesses últimos, o bico vai adquirindo, pouco a pouco, a coloração final, Desse modo, algumas aves com plumagem feminina e base do bico destacada podem ser os machos juvenis. Nos machos, o negro domina a plumagem do corpo, com tons avermelhados na parte da frente. O vermelho destaca-se conforme a iluminação do local e aumenta de intensidade em aves tomando sol, quando as penas são afastadas entre si, algumas na cabeça parecendo cabelos, ao serem eriçadas. As fêmeas e machos juvenis apresentam o negro na parte superior do corpo e as partes inferiores lavadas de marrom avermelhado. Vários machos estão presentes nos bandos, o que permite logo a identificação da espécie, caso haja dúvidas quanto à fêmea.

Possui oito subespécies:

  • Ramphocelus carbo carbo (Pallas, 1764) – ocorre do sudeste da Colômbia até as Guianas, no leste do Peru e no norte do Brasil;
  • Ramphocelus carbo unicolor (P. L. Sclater, 1856) – ocorre ao leste dos sopés da Cordilheira dos Andes da Colômbia, na região de Cundinamarca e na região de Meta;
  • Ramphocelus carbo magnirostris (Lafresnaye, 1853) – ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe; um único espécime foi coletado no nordeste da Venezuela, na província de Sucre;
  • Ramphocelus carbo venezuelensis (Lafresnaye, 1853) – ocorre no leste da Colômbia e no oeste da Venezuela;
  • Ramphocelus carbo capitalis (Allen, 1892) – ocorre no nordeste da Venezuela, da região de Anzoátegui até o sudeste de Monagas, e no delta do Amacuro;
  • Ramphocelus carbo connectens (Berlepsch & Stolzmann, 1896) – ocorre no sudeste do Peru, da região de Cuzco até o noroeste da Bolívia, na região do Rio Beni;
  • Ramphocelus carbo atrosericeus (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre no norte e no leste da Bolívia;
  • Ramphocelus carbo centralis (Hellmayr, 1920) – ocorre na região leste e central do Brasil e na região adjacente do leste do Paraguai.
Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Comentários:

No baixo Amazonas, costuma ser a espécie mais abundante, influindo consideravelmente nesta impressão o hábito de viver em pequenos grupos. Durante os deslocamentos, emite uma nota alta, metálica e rápida, para manter contato entre si. Na eventualidade de qualquer perturbação, esse chamado é utilizado como alarme e todo o bando começa a piar junto, enchendo o ambiente com esses pios. Aproxima-se da origem da perturbação e, graças ao alarido, outras espécies fazem o mesmo, às vezes facilitando a observação. Chega a ser surpreendente o número de pipiras de um bando, depois que começam a aparecer. Costuma andar em grupos de até 20 aves pelas matas ciliares, matas secas, cambarazais, cerradões, vegetação ribeirinha e capoeira baixa. Dificilmente frequenta áreas abertas.

Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pipira-vermelha Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pipira-vermelha Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Tico-tico-de-bico-amarelo – (Arremon flavirostris)

O tico-tico-de-bico-amarelo Arremon flavirostris é uma ave da família. Passerellidae. Ocorre no oeste de Minas Gerais, norte e centro de São Paulo, sul de Goiás, Mato Grosso, oeste do Pará, encontrado também na Bolívia, Paraguai, Argentina.

Tico-tico-de-bico-amarelo {field 15}
  • Nome popular: Tico-tico-de-bico-amarelo
  • Nome inglês: Saffron-billed Sparrow
  • Nome científico: Arremon flavirostris
  • Família: Passerellidae
  • Habitat: Ocorre no oeste de Minas Gerais, norte e centro de São Paulo, sul de Goiás, Mato Grosso, oeste do Pará, Paraguai, Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, também come sementes de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho esférico no solo. Solitário ou em casais, passa despercebido por seus hábitos discretos. Mesmo o canto (emitido de julho a novembro, período de nidificação) é um chamado agudo, relativamente curto, discreto e tendo uma parte semelhante ao canto do tico-tico, originando o nome comum. Tem em média 2 ninhadas por estação com 2 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 15 e 16,5 centímetros de comprimento e pesa entre 20 e 33 gramas. (Jaramillo, 2016). Suas cores destacam-no contra o fundo sombreado do chão da mata, enquanto pula entre raízes ou nos caules verticais das arvoretas. O laranja forte do bico (faixa negra no cume) forma um contraste único com o negro da cabeça (listra acinzentada no centro) e a listra branca. Costas cinzas, com asas esverdeadas e o encontro amarelo. A garganta é branca, tendo uma característica faixa peitoral negra, larga. Dependendo da posição da ave, essa faixa pode parecer mais estreita do que é. O restante do peito e barriga cinza claro, quase branco. Longas pernas cinza e, se a luz estiver muito boa, é possível ver as compridas unhas brancas. O macho com a cabeça e o peito coloridos fortemente de preto e branco, dorso verde, como cinzento. Bico amarelo-avermelhado. A fêmea é semelhante ao macho diferindo pelas partes inferiores ligeiramente pardacentas e pelo colar negro interrompido.

Tico-tico-de-bico-amarelo {field 15}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas, bordas de florestas e capoeiras maduras.

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Referências & Bibliografia: