Suindara – (Tyto furcata)

A suindara Tyto furcata é uma ave da família Tytonidae. Conhecida também como coruja-da-igreja, coruja-branca, graxadeira e coruja-tesoureira.

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  • Nome popular: Suindara
  • Nome inglês: American Barn Owl
  • Nome científico: Tyto furcata
  • Família: Tytonidae
  • Habitat: Ocorre em todos os continentes exceto a Antártica. Nas Américas vai desde o sul do Canadá até o sul da Argentina. Ocorre em todo Brasil.
  • Alimentação: Alimenta basicamente de insetos e roedores, morcegos, pequenos marsupiais, anfíbios, répteis e aves. É uma grande caçadora de ratos, sejam silvestres, sejam espécies introduzidas de fora das Américas. A sua principal ferramenta de caça é a sua aguçada audição que lhes permite ouvir sons e definir a posição da presa na escuridão total. Voam baixo, assim elas escutam os movimentos de suas presas e identificam facilmente obstáculos próximos pelo eco de seu quase inaudível bater de asas.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades escuras. Põe de 4 a 7 ovos, que incubará durante uns 32 dias. Dentro de 50 dias os filhotes já estão aptos a voar. Normalmente, não se separam de seus pais até os 3 meses de vida. Junta material suficiente para que os ovo não fiquem em contato com o substrato.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

em média 33 a 36 centímetros (macho) e 32,5 a 38 centímetros (fêmea) de comprimento e envergadura entre 75 e 110 centímetros, as fêmeas pesam em média 330 a 573 gramas e os machos de 310 a 507 gramas. É uma ave de médio porte, com cores castanho-claro e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça, além de pequenas e finas manchas pretas ou marrom escuras espalhadas por todo o corpo exceto na parte interna das asas (parte “de baixo”). Seu peito, e toda parte inferior do corpo, tal como a área interna das asas são de cor branca, podendo também apresentar-se na cor branco acinzentado ou branco amarelado. A plumagem é suave e densa, com delicadas extremidades nas asas para abafar o som produzido pelas mesmas ao se moverem. As asas são redondas nas bordas e tem curvatura bastante suave, medem em média 107 cm em membros adultos. As linhas lacrimais seguem dos olhos até o bico. Bico tem forma de gancho para dilacerar carne. O pescoço tem área de “giro” de 270° para compensar o fato de seus olhos serem imóveis, elas costumam balançar a cabeça da esquerda para a direita quando estão curiosas ou analisando o ambiente, pois assim elas aumentam a área que visualizam e podem visualizar as imagens tridimensionalmente.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Tyto furcata furcata (Temminck, 1827) – ocorre nas ilhas de Cuba, Cayman e Jamaica no Caribe.
  • Tyto furcata contempta (Hartert, 1898) – ocorre nos Andes do oeste da Venezuela e Colômbia.
  • Tyto furcata hellmayri (Griscom & Greenway, 1937) – ocorre no leste da Venezuela (incluindo a ilha Margarita) nas Guianas, norte do Brasil, e também nas ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe.
  • Tyto furcata pratincola (Bonaparte, 1838) – ocorre no sul do Canadá, nos Estados Unidos da América e também nas ilhas das Bermudas, Bahamas e na ilha Hispaniola (Haiti e República Dominicana).
  • Tyto furcata tuidara (J.E. Gray, 1829) – ocorre no Brasil, desde a margem sul do Rio Amazonas até a Terra do Fogo e ilhas Malvinas.
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Comentários:

Frequenta lugares abertos, como pastagens e terrenos agrícolas ou semiabertos. Habita em cavernas, telhados de celeiros, prédios e em torres de igrejas, de onde leva um de seus nomes mais populares. É uma ave naturalmente noturna e, frequentemente, apresenta alguma atividade crepuscular, se encontradas em atividade durante o dia estão geralmente famintas ou buscando alimento para sua ninhada. Permanecem durante o dia em fendas de árvores, cavidades de rochedos, forros ou sótãos de casas, torres de igreja, etc. Costumam banhar-se em poças d’água e pequenos córregos. Seu voo extremamente silencioso dá-se devido à sua adaptação a caças noturnas, sua aproximação não é identificada pela presa, que é facilmente capturada. São encontradas solitárias ou aos pares. Geralmente são sedentárias, não saindo de uma região depois de instaladas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências