Filipe – (Myiophobus fasciatus)

Filipe é uma ave da família Tyrannidae. Também conhecido como filipe-de-peito-riscado, é comum em todo o Brasil, em bordas das matas, áreas de cerrado, caatingas, carrascais ou campos com arbustos adensados.
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  • Nome popular: Filipe
  • Nome inglês: Bran-colored Flycatcher
  • Nome científico: Myiophobus fasciatus
  • Família: Tyrannidae
  • Habitat: Podemos encontrá-los em todo o Brasil, sendo mais observado na região Sul e Sudeste.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, para capturá-los em vôo, o pássaro parte de um ponto, perto da vegetação, voa rapidamente para cima e retorna ao poleiro ou, então, voa e permanece frações de segundo batendo as asas enquanto colhe o alimento.
  • Reprodução: Constrói o ninho, com fibras vegetais, em a forma de taça, entre os galhos de arbustos a m mais ou menos 2 m de altura geralmente põe 2 ovos, tento em média 2 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Ocorrem duas fases distintas da plumagem: uma marrom outra ruiva, além de outras intermediarias. Comum na maior parte do Brasil, apresenta duas plumagens distintas, sendo a pantaneira dominada por marrom. Em outros locais, o cinza substitui o marrom. Aspecto semelhante ao enferrujado e guaracavuçu , tendo como característica mais importante o peito fortemente estriado, marca ausente nas outras espécies. A leve listra superciliar é menos nítida do que no guaracavuçu, enquanto o bico é escuro com uma leve borda clara. Possui também um topete amarelo no píleo ou alto da cabeça, de difícil visualização.

Possui sete subespécies e duas delas ocorrem no Brasil:
  • Myiophobus fasciatus fasciatus (Statius Muller, 1776) – ocorre na Colômbia até o Norte da Venezuela, nas Guianas e no extremo Norte do Brasil e na ilha de Trinidad.
  • Myiophobus fasciatus flammiceps (Temminck, 1822) – ocorre na porção Leste do Brasil até o Uruguai, no Leste do Paraguai e Nordeste da Argentina.
  • Myiophobus fasciatus furfurosus (Thayer & Bangs, 1905) – ocorre no Sudoeste da Costa Rica e no Oeste do Panamá e também nas Ilhas Pérola no golfo do Panamá.
  • Myiophobus fasciatus crypterythrus (P. L. Sclater, 1861) – ocorre no Sudoeste da Colômbia até o Oeste do Equador e no extremo Noroeste do Peru.
  • Myiophobus fasciatus saturatus (Berlepsch & Stolzmann, 1906) – ocorre no Leste do Peru (San Martín até Cuzco).
  • Myiophobus fasciatus auriceps (Gould, 1839) – ocorre no Sudeste do Peru (Cuzco) até o Norte da Bolívia, no Norte da Argentina e Oeste do Paraguai.
  • Myiophobus fasciatus rufescens (Salvadori, 1864) – ocorre na porção árida do Oeste do Peru na região de La Libertad até o Norte do Chile na região de Tarapacá.
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Comentários:

Frequenta bordas de florestas, áreas de cerrado, caatingas, carrascais ou campos com arbustos adensados. Comum em áreas alteradas, especialmente nos primeiros estágios de recuperação, quando a capoeira está instalando-se. De difícil observação, por seu hábito de pousar na parte interna dos arbustos e vegetação de borda. Como outras aves habitando esse ambiente, voa rápido entre arbustos e mergulha na folhagem, desaparecendo da visão. Entretanto, possui um canto rápido e alto, parecendo o risadinha, mais grave e separado do que nessa espécie (esse canto é a origem do nome Filipe). Imitado ou com reprodução da gravação do canto, interessa-se e pode surgir em poleiros mais expostos. Nessas ocasiões, sob boa iluminação, é possível ver um pouco do amarelo da base das penas do alto da cabeça.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/filipe Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Filipe_(ave) Acesso em 14 de Outubro de 2011

Viuvinha – (Colonia colonus)

A viuvinha Colonia colonus é uma ave da família Tyrannidae. Graciosa, com silhueta única, destacada pelas longas penas da cauda. É também conhecida como maria-viuvinha, viúva, viuvinha-tesoura e freirinha-da-serra.

Viuvinha Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Viuvinha
  • Nome inglês: Long-tailed Tyrant
  • Nome científico: Colonia colonus
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Fluvicolinae
  • Habitat: Ocorre na região periférica da bacia amazônica, até Rondônia, ilha de Marajó (Pará) e Maranhão, e no restante do Brasil até o Rio Grande do Sul. Encontrada também de Honduras ao Panamá e nos demais países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. É migratória.
  • Alimentação: Caça insetos em voo, a partir de poleiros favoritos, para os quais retorna após uma incursão ou ao longo dos dias.
  • Reprodução: Os ninhos são feitos em ocos de pica-paus-anões abandonados. É interessante verificar como a cauda desaparece no interior do pequeno oco. Quando a ave sai, nenhum dano notável é observado na estrutura desse apêndice. Os filhotes deixam o ninho com a plumagem dos adultos, um pouco mais cinza na cabeça e dorso, mas as penas centrais estão do comprimento das demais.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Viuvinha Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede de 23 a 28 cm. O contraste entre o negro do corpo e o branco do alto da cabeça é exclusivo desta espécie. Quando voa, é possível ver a grande área branca nas costas, antes da cauda. As duas penas centrais da cauda são muito longas (chegam a 10 centímetros nos machos) e destacam-se pelo comprimento e pelo alargamento nas pontas. As fêmeas possuem-nas menores, embora seja necessário observar o casal junto para ter certeza dos sexos.

Possui cinco subespécies:

  • Colonia colonus colonus (Vieillot, 1818) – ocorre na região central e no leste do Brasil desde o sul do Maranhão até o Paraguai e no nordeste da Argentina;
  • Colonia colonus poecilonota (Cabanis, 1848) – ocorre no sudeste da Venezuela e nas Guianas;
  • Colonia colonus leuconota (Lafresnaye, 1842) – ocorre no sudeste de Honduras e no leste da Nicarágua até o oeste da Colômbia e no oeste do Equador;
  • Colonia colonus fuscicapillus (P. L. Sclater, 1862) – ocorre a leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia, no norte do Equador e no extremo nordeste do Peru;
  • Colonia colonus niveiceps (Zimmer, 1930) – ocorre no sudeste do Equador, Peru da região de San Martín até o norte da região de Puno, e no norte da Bolívia.
Viuvinha Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Além de pousarem em pontos expostos para caçarem, chamam a atenção pelo piado assobiado, rápido. Uma ave responde a outra, depois de um intervalo. Muito ativa no começo da manhã e final do dia, desaparece nas horas mais quentes, deslocando-se para poleiros na copa, escondidos pela folhagem. Territorial, vive solitária ou em casais, sempre na mata seca, mata ciliar ou cerradão. É comum em pequenas clareiras de regiões florestadas, bordas de florestas e capoeiras, geralmente no alto de árvores mortas.

Viuvinha Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/viuvinha Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria-viuvinha Acesso em 14 de Outubro de 2010

Gibão-de-couro – (Hirundinea ferruginea)

O gibão-de-couro Hirundinea ferruginea é uma ave da famíliaTyrannidae. Ocorre no Brasil e quase toda a América do Sul.

Gibão-de-couro Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Gibão-de-couro
  • Nome inglês: Cliff Flycatcher
  • Nome científico: Hirundinea ferruginea
  • Família:Tyrannidae
  • Subfamília: Hirundineinae
  • Habitat: Ocorre em boa parte do Brasil e quase toda a América do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, caçados no ar por meio de manobras rápidas e acrobáticas.
  • Reprodução: Constrói o seu ninho em beiradas de janelas e em outros locais abrigados da chuva e do vento. O ninho é aberto em forma de tigela e inicialmente é forrado com pequenas pedras, depois gravetos e no final é forrado com fibras vegetais macias. Põe em média 2 ou 3 ovos brancos com manchas ferrugem.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gibão-de-couro Foto – Afonso de Bragança

Características:

Tem corpo na cor ferrugem com tons variando para cinza-escuro, as asas e a ponta da cauda são cinza-escuras com detalhes em ferrugem, o peito é mais avermelhado que o dorso e a cabeça.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Hirundinea ferruginea ferruginea (Gmelin, 1788) – ocorre no extremo leste da Colômbia até o sudeste da Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Hirundinea ferruginea pallidior (Hartert & Goodson, 1917) – ocorre no norte e leste da Bolívia até o oeste do Paraguai e no noroeste da Argentina;
  • Hirundinea ferruginea bellicosa (Vieillot, 1819) – ocorre no sul, sudeste e nordeste do Brasil até o leste do Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina.
  • Hirundinea ferruginea sclateri (Reinhardt, 1870) – ocorre a leste da cordilheira dos Andes na Colômbia até o oeste da Venezuela e no leste do Peru;

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Gibão-de-couro Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Podem ser vistos em pequenos grupos, e ao casais, ao amanhecer ao anoitecer podemos observá-los pousados em postes ou fios de energia caçando insetos em pleno voo. Esta espécie apresenta uma estreita associação com escarpas e paredões rochosos. Pode também ser encontrada dentro de cidades, pousada nos parapeitos no alto de prédios, mourões de cerca e nas antenas de televisão.

Gibão-de-couro Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gibao-de-couro Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gib%C3%A3o-de-couro Acesso em 14 de Outubro de 2010