Tangará-príncipe – (Chiroxiphia pareola)

O tangará-príncipe Chiroxiphia pareola é uma ave da família Pipridae. Conhecido também como tangará-falso. Ocorre no Brasil, em parte da amazônia e do Rio Grande do Norte até o norte do Espírito Santo.

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  • Nome popular: Tangará-príncipe
  • Nome inglês: Blue-backed Manakin
  • Nome científico: Chiroxiphia pareola
  • Família: Pipridae
  • Sub-família: Ilicurinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia na parte Norte (RR) e a parte oriental (AP, PA, MT, TO, MA, PI, CE). Presente também do Rio Grande do Norte até o norte do Espírito Santo.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de pequenas frutas, insetos, vermes e até aranhas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de cestinho, feito com fibras vegetais e folhas secas, preso em forquilhas de arbustos. Põe em média 2 ovos que são chocados por 18 dias. Os filhotes saem do ninho após 20 dias.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 12 cm de comprimento e pesa entre 17 e 24,5 gramas. O macho é preto com a coroa vermelha e o dorso azul. O bico é cinza-azulado. Uma pequena crista preta pode ser encontrada entre o bico e a coroa. Os tarsos e pés são alaranjados. Os machos, reunidos em dupla, apresentam um complexo comportamento de corte. A fêmea se distingue pelo bico cinza-azulado, tarsos e pés amarelados e por apresentar uma nítida auréola de penas claras ao redor dos olhos. Os imaturos apresentam plumagem semelhante a plumagem das fêmeas. Entretanto os jovens machos próximos da maturidade apresentam penas vermelhas na coroa e com o passar do tempo adquirem progressivamente as penas azuis do dorso e pretas da face, pescoço, asas, cauda, uropígio e região ventral.

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Comentários:

Frequentam o interior de matas primárias e secundárias abaixo de 500 metros de altitude.Na época do acasalamento podemos vê-lo se exibindo para as fêmeas executando uma espécie de “dança do acasalamento” onde ouvimos desde estalos, grunhidos parecendo porcos, onde 2 ou 3 machos pulam ordenadamente um por cima do outro, isso tudo com olhar da fêmea, que parece não se contagiar pelo espetáculo. Isso tudo acontece em um galho curvado e liso habitual dos mesmos.Essa foi uma cena presenciada por mim no mês de setembro na Flona do Tapajós na comunidade de Jamaraquá. Observei também que o macho, mesmo sendo imaturo participava dessa dança.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências