Pinguim-de-magalhães – (Spheniscus magellanicus)

O pinguim-de-magalhães Spheniscus magellanicus é uma ave da família Spheniscidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Chile e Ilhas Malvinas.

Pinguim-de-magalhães {field 12}
  • Nome popular: Pinguim-de-magalhães
  • Nome inglês: Magellanic Penguin
  • Nome científico: Spheniscus magellanicus
  • Família: Spheniscidae
  • Habitat: Ocorre nas águas dos oceanos Atlântico e Pacífico sul, nas costas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. No inverno ( Maio a Setembro) sobem a costa atlântica do Brasil chegando até Pernambuco.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixe, lulas, krill e outros crustáceos. Eles saem para caçar em pequenos bandos de 5 a 10 indivíduos e podem mergulhar até os 90 metros de profundidade.
  • Reprodução: Reproduz-se em grandes colônias na costa da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Durante a época de reprodução, que vai de setembro a fevereiro, formam casais monogâmicos que partilham a incubação e cuidados parentais. Os ninhos são construídos no chão à superfície ou em pequenas tocas. Põe dois ovos brancos que levam entre 39 a 42 dias para incubar. As crias são alimentadas por ambos os pais durante os dois meses seguintes, tornando-se independentes logo em seguida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 65 e 75 cm, e pesa entre 4,5 e 6 kg. As partes superiores, cabeça, pescoço e asas negras. A maior parte dos exemplares apresenta na cabeça uma faixa branca, que passa por cima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une anteriormente no pescoço; partes inferiores brancas com uma faixa negra e fina contornando o peito e a barriga anteriormente. Os olhos, bico e patas são negros. Espécie sem dimorfismo sexual.

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Comentários:

Frequentam as águas do sul do Atlântico e Pacífico, nas costas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Nem nas suas migrações se afasta muito da terra, permanecendo nos domínios da plataforma continental (60 a 100 km da costa) onde há, em águas menos profundas, maior fartura de peixes (sardinhas) e outros organismos aquáticos. Pode nadar a uma velocidade de 36 a 40 km/h, fugindo dos leões-marinhos e outros predadores.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências