Corruíra-do-campo – (Cistothorus platensis)

A corruíra-do-campo Cistothorus platensis é uma ave da família Troglodytidae. Ocorre desde o Canadá até a Terra do Fogo.

Corruíra-do-campo {field 7}
  • Nome popular: Corruíra-do-campo
  • Nome inglês: Sedge Wren
  • Nome científico: Cistothorus platensis
  • Família: Troglodytidae
  • Habitat: Ocorre no brasil, nos estados de Roraima, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados, e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela, feito com fibras vegetais, construído em moitas de capim alto. Põe em média 3 ou 4 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 9 e 11 cm de comprimento. Tem cor predominante marrom claro, do papo até a barriga é branco. Suas grandes coberteiras e suas rêmiges são listradas. O seu bico é um pouco curvo, muito semelhante ao bico da Corruíra.

Possui 18 subespécies divididas em três grupos geográficos.

“Grupo stellaris” – Com ocorrência da América do Norte até o Panamá.

  • Cistothorus platensis stellaris (J. F. Naumann, 1823) – ocorre no leste do Canadá até o leste dos Estados Unidos da América; no inverno pode ser encontrado na região que abrange o estado da Flórida até o nordeste do México.
  • Cistothorus platensis elegans (P. L. Sclater & Salvin, 1859) – ocorre nas regiões sul e central da Guatemala;
  • Cistothorus platensis tinnulus (R. T. Moore, 1941) – ocorre no oeste do México, das regiões de Nayarit até Michoacán e no Distrito Federal Mexicano (Cidade do México);
  • Cistothorus platensis potosinus (Dickerman, 1975) – ocorre nas regiões norte e central do México em San Luis Potosí;
  • Cistothorus platensis jalapensis (Dickerman, 1975) – ocorre no leste do México, do interior do estado de Veracruz até a região de Orizaba;s
  • Cistothorus platensis warneri (Dickerman, 1975) – ocorre na região tropical do Sul do México, nos estados de Veracruz, Tabasco e no oeste do estado de Chiapas;
  • Cistothorus platensis russelli (Dickerman, 1975) – ocorre em Belize, nos distritos de Toledo e Cayo;
  • Cistothorus platensis graberi (Dickerman, 1975) – ocorre do leste de Honduras até o nordeste da Nicarágua;
  • Cistothorus platensis lucidus (Ridgway, 1903) – ocorre da região subtropical central da Costa Rica até o oeste do Panamá na região de Chiriquí;

“Grupo aequatorialis” – Com ocorrência no noroeste da América do Sul, da Colômbia até a Guiana e até a Bolívia.

  • Cistothorus platensis [aequatorialis, tamae ou tolimae] (Lawrence, 1871) – ocorre no leste da Cordilheira dos Andes, na região Central da Colômbia até a região central do Equador;
  • Cistothorus platensis alticola (Salvin & Godman, 1883) – ocorre nas montanhas do norte da Colômbia até o norte da Venezuela e sul da Guiana;

Grupo platensis” – com ocorrência no sul da América do Sul, do norte da Argentina e sudeste do Brasil até a Terra do Fogo.

  • Cistothorus platensis platensis (Latham, 1790) – ocorre na região central e no leste da Argentina até a região de Córdoba e Mendoza;
  • Cistothorus platensis graminicola (Taczanowski, 1874) – ocorre na Cordilheira dos Andes do sul do Equador até o noroeste da Bolívia e a região de La Paz;
  • Cistothorus platensis minimus (Carriker, 1935) – ocorre no sul do Peru, na região de Puno (Oconeque);
  • Cistothorus platensis hornensis (Lesson, 1834) – ocorre no sul da Argentina, na região de Neuquén, e no Chile, na região de Coquimbo até a Terra do Fogo;
  • Cistothorus platensis falklandicus (Chapman, 1934) – ocorre nas Ilhas Malvinas;
  • Cistothorus platensis polyglottus (Vieillot, 1819) – ocorre no sudeste do Brasil, dos estados de Goiás e Minas Gerais até o Paraguai e o nordeste da Argentina;
  • Cistothorus platensis [tucumanus or boliviae] (Hartert, 1909) – ocorre no noroeste da Argentina, da região de Jujuy até a região de Catamarca e Tucumán;

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta campos naturais em bom estado de conservação, porém pode ser encontrada em pastos de brachyaria. Em geral é difícil de ver; move-se quase como um camundongo pelo solo ou a baixa altura, entre a vegetação densa.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências