Casaca-de-couro-amarelo – (Furnarius leucopus)

O casaca-de-couro-amarelo Furnarius leucopus é uma ave da família Furnariidae. Ocorre no Brasil, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Casaca-de-couro-amarelo {field 28}
  • Nome popular: Casaca-de-couro-amarelo
  • Nome inglês: Pale-legged Hornero
  • Nome científico: Furnarius leucopus
  • Família: Furnariidae
  • Sub-família: Furnariinae
  • Habitat: Ocorre na Região Amazônica (a leste até Santarém, no Pará), Mato Grosso, Goiás, Região Nordeste e Minas Gerais. Encontrado também na Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos e outros artrópodes, caça diretamente no solo ou procurando sob folhas caídas. Também já foi registrado se alimentando de anfíbios.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de forno, semelhante ao do joão-de-barro. Põe em torno de 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média entre 16 e 19 cm de comprimento e pesa entre 39 e 59 gramas. Um pouco menor do que o joão-de-barroFurnarius rufus, possui o mesmo formato de corpo e proporções gerais. Destaca-se pelas cores mais vivas, um marrom avermelhado forte nas costas e peito. No entanto, sua melhor característica é a grande listra branca nos lados da cabeça, além da garganta branca, ambas contrastando com o cinza dominante dessa parte do corpo. Da mesma maneira que o joão-de-barro, o casal faz duetos, em especial pela manhã. O canto é mais acelerado, uma risada longa, aguda, com as notas mais separadas no final, quando lembra o canto da espécie mais conhecida. Diferencia-se do casaca-de-couro-da-lamaFurnarius figulus, por ter as pernas e bico rosados enquanto que naquele são cinzas; em relação à plumagem da cabeça, a diferença é que nele é marrom escura contrastando com as costas marrom avermelhadas enquanto que no Furnarius figulus é marrom avermelhada, da mesma tonalidade das costas e asas.

Possui sete subespécies reconhecidas:

  • Furnarius leucopus longirostris (Pelzeln, 1856) – ocorre no norte da Colômbia e noroeste da Venezuela;
  • Furnarius leucopus endoecus (Cory, 1919) – ocorre no norte da Colômbia e no oeste da Venezuela;
  • Furnarius leucopus leucopus (Swainson, 1838) – ocorre no norte do Brasil, na região do Rio Negro e Rio Branco, e no sudoeste da Guiana;
  • Furnarius leucopus cinnamomeus (Lesson, 1844) – ocorre no oeste do Equador e no noroeste do Peru;
  • Furnarius leucopus tricolor (Giebel, 1868) – ocorre no leste do Peru, sul e região central da Bolívia e no oeste do Brasil, do leste do estado do Pará até o norte do estado do Mato Grosso;
  • Furnarius leucopus araguaiae (Pinto & Camargo, 1952) – ocorre nas regiões sul e central do Brasil, nas regiões do Rio Araguaia e Rio das Mortes no leste do Mato Grosso, e possivelmente também no oeste do estado de Goiás;
  • Furnarius leucopus assimilis (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre no leste do Brasil, do estado do Maranhão, Pernambuco e Bahia; também ocorre no sul do estado de Mato Grosso e no extremo sudeste da Bolívia.

(del Hoyo et al., 2014).

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Comentários:

Frequentam paisagens abertas – como campos, cerrados, pastagens, áreas agrícolas – e semi-abertas, como capões e florestas de galeria. Vive solitário ou aos pares, andando no chão. Da mesma maneira que o joão-de-barroFurnarius rufus, o casal faz duetos, em especial pela manhã. O canto é mais acelerado, uma risada longa, aguda, com as notas mais separadas no final, quando lembra o canto da espécie mais conhecida.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências