Bico-de-lacre – (Estrilda astrild)

Bico-de-lacre

O bico-de-lacre Estrilda astrild, é uma ave da família Estrildidae. É uma espécie originária da África hoje podemos encontrá-los em vários países.

Bico-de-lacre Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Bico-de-lacre
  • Nome inglês: Common Waxbill
  • Nome científico: Estrilda astrild
  • Família: Estrildidae
  • Habitat: Podemos observá-los no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco (Recife), Pará (Belém), Amazonas (Manaus), Mato Grosso, Maranhão, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Paraná (Londrina, Curitiba), Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes de gramíneas africanas, como o capim-colonião e o capim-elefante, introduzidos no Brasil para a formação de pastagens.
  • Reprodução:Reproduz-se construindo um ninho em arbustos fechados, de forma esférica ou oval, com paredes grossas feitas de capim, penas de galinha e algodão, acessível por um tubo estreito. Põe 3 ovos pequenos de cor branca, os quais são chocados pelo casal por cerca de 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bico-de-lacre Foto – Afonso de Bragança

Características:

É um pássaro pequeno, cerca de 11 a 13 centímetros de comprimento e 12 a 14 centímetros de envergadura. Tem um peso de 7 a 10 gramas. Apresenta uma cor acastanhada mais escura no dorso e é mais acinzentado na região do peito. Tem o bico vermelho vivo e uma risca vermelha à volta dos olhos e no peito. Os machos e fêmeas são idênticos, mas os machos têm uma cor mais vermelha no peito, diferenciando-se pela cor preta na base inferior da cauda, que na fêmea é de tom acastanhado.

Possui quinze subespécies reconhecidas:

  • Estrilda astrild astrild (Linnaeus, 1758) – ocorre no oeste da África do Sul e no sudeste de Botswana. Esta espécie também foi introduzida na Ilha de Trinidad e no Brasil;
  • Estrilda astrild jagoensis (Alexander, 1898) – ocorre na costa oeste de Angola na região de Benguela e Moçamedes;
  • Estrilda astrild occidentalis (Jardine, 1852) – ocorre em Gana e no Zaire;
  • Estrilda astrild kempi (Bates, 1930) – ocorre de Serra Leoa até o sul de Guiné e da Libéria;
  • Estrilda astrild rubriventris (Viellot, 1817) – ocorre na costa do Gabão e do sudoeste do Congo até o noroeste de Angola;
  • Estrilda astrild angolensis (Reichenow, 1902) – ocorre no planalto do oeste de Angola;
  • Estrilda astrild niediecki (Reichenow, 1916) – ocorre de Angola até o sudoeste de Zâmbia, no nordeste da Namíbia, no norte de Botswana e no oeste de Zimbabwe;
  • Estrilda astrild damarensis (Reichenow, 1902) – ocorre na Namíbia e no noroeste da província do Cabo na África do Sul;
  • Estrilda astrild peasei (Shelley, 1903) – ocorre na Etiópia;
  • Estrilda astrild minor (Cabanis, 1878) – ocorre do sul da Somália até o leste do Quênia, no nordeste da Tanzania, em Zanzibar e na ilha de Mafia;
  • Estrilda astrild massaica (Neumann, 1907) – ocorre no Quênia do vale do Rift até o norte da Tanzânia;
  • Estrilda astrild cavendishi (Sharpe, 1900) – ocorre na Tanzânia, no sudeste da República Democrática do Congo, em Zâmbia, do Malawi até o Zimbabwe, e em Moçambique;
  • Estrilda astrild macmillani (Ogilvie-Grant, 1907) – ocorre no centro e sul do Sudão;
  • Estrilda astrild adesma (Reichenow, 1916) – ocorre de Uganda até o leste da República Democrática do Congo, Ruanda, Burundi, no oeste do Quênia e no noroeste da Tanzânia;
  • Estrilda astrild tenebridorsa (Clancey, 1957) – ocorre no leste da África do Sul, em Lesoto e em Swazilandia.
Bico-de-lacre Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

É uma espécie exótica, originária sul da África, introduzido no Brasil através de navios negreiros, é comum em campos e terrenos baldios nas cidades. Originário da África, o bico-de-lacre foi trazido para o Brasil em navios negreiros para servir como pássaro de estimação, durante o reinado de D. Pedro I. Tendo escapado das gaiolas, inicialmente no Rio de Janeiro, espalhou-se por diversas regiões brasileiras. Vive em bandos de cerca de 6 indivíduos. O habitat desta espécie de pássaros é variado, podendo ir de paisagens abertas, campos, até áreas urbanas.

Bico-de-lacre Foto – Afonso de Bragança

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

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