Saracura-matraca – (Saracura-matraca)

Saracura-matraca – (Saracura-matraca)

A saracura-matraca Rallus longirostris é uma ave da família Rallidae. Ocorre em quase todo o Brasil próximo ao litoral. Conhecida também como saracura-sanã-dos-mangues.

Foto – Aisse Gaertner
  • Nome popular: Saracura-matraca
  • Nome inglês: Mangrove Rail
  • Nome científico: Rallus longirostris
  • Família: Rallidae
  • Habitat:Ocorre em quase todo o Brasil próximo ao litoral.
  • Alimentação: A alimentação basicamente de pequenos animais, como peixes e caranguejos, eventualmente também come sementes e frutos.
  • Reprodução:Constrói os ninhos escondidos, colocados em geral em árvores de média altura, suportados por uma forquilha ou em alguma ramificação e abrigam um número muito variável de ovos: 1 a 14. A cor dos ovos pode ser branca ou amarronzada, mas também avermelhada, marrom-acinzentada, na maioria das vezes pintada com manchas escuras, o que facilita sua camuflagem. São incubados pelos machos e fêmeas, que se revezam nesta atividade por 15 a 30 dias. Os filhotes são cobertos por espessa penugem e ao cabo de 8 semanas se tornam independentes. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Foto – Aisse Gaertner

Características:

Mede em média 30 centímetros e apresenta coloração geral marrom com o lado do corpo riscado de negro e com um bico amarelado.

Possui sete subespécies:

  • Rallus longirostris longirostris (Boddaert, 1783 ) – ocorre na região costeira da Guiana, Suriname e Guiana Francesa;
  • Rallus longirostris phelpsi (Wetmore, 1941) – ocorre no extremo nordeste da Colômbia, na região de Guajira e no noroeste da Venezuela, na região de Miranda;
  • Rallus longirostris dillonripleyi (Phelps, Jr & Aveledo, 1987) – ocorre no extremo nordeste da costa da Venezuela, na região de Sucre;
  • Rallus longirostris margaritae (Zimmer & Phelps, 1944) – ocorre na ilha Margarita, na costa da Venezuela;
  • Rallus longirostris pelodramus (Oberholser, 1937) – ocorre na ilha de Trinidad, no Caribe;
  • Rallus longirostris crassirostris (Lawrence, 1871) – ocorre na região costeira do leste do Brasil, do estuário do rio Amazonas até o estado de Santa Catarina;
  • Rallus longirostris cypereti (Taczanowski, 1878) – ocorre da região costeira do sudoeste da Colômbia até o Equador e no noroeste do Peru, na região de Tumbes.
Foto – Hilton Filho

Comentários:

Frequenta ambientes de transição na região costeira, entre eles o manguezal e marismas, e por este motivo é uma espécie vulnerável. Ameaçada em alguns estados do Brasil.

Foto Hilton Filho

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Maxalalagá – (Micropygia schomburgkii)

O maxalalagá Micropygia schomburgkii é uma ave da família Rallidae. Ocorre na América Central e parte da América do Sul.

Foto – Claudio Lopes
    • Nome popular: Maxalalagá
    • Nome inglês: Ocellated Crake
    • Nome científico: Micropygia schomburgkii
    • Família: Rallidae
    • Habitat: Ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. Em Goiás apresenta ocorrência no Parque das Emas e Parque Estadual dos Pireneus. No DF possui registros na FLONA de Brasília e no Altiplano Leste.
    • Alimentação: Insetívoro, consome grandes quantidades de formigas.
    • Reprodução: Constrói um ninho esférico de capim seco, com entrada lateral, a 50 cm do solo, às vezes próximo de buritizais, em soqueiras de capins altos. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
    • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede entre 14 e 15 centímetros de comprimento e pesa entre 24 gramas a fêmea e 40 gramas o macho.Pequena espécie de plumagem ocelada semelhante a certas codornas(família Tinamidae). De bico curto, plumagem das partes superiores parda pintada de branco e debruada de negro; partes inferiores amarelas ferrugíneas clara, abdômen branco, bico azul-esverdeado. A voz é como o estridular de um gafanhoto.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Micropygia schomburgkii schomburgkii (Schomburgk, 1848) – ocorre na Costa Rica, Colômbia, Venezuela, sudeste do Peru, Bolívia e na região adjacente do norte do Brasil no nordeste do estado de Roraima. Esta subespécie é um pouco menor que a subespécie chapmani, mais escuro e mais pintado na parte posterior do pescoço subindo ate a metade da cabeça.
  • Micropygia schomburgkii chapmani (Naumburg, 1930) – ocorre na região leste e central do Brasil, do estado da Bahia até o estado do Mato Grosso, Paraguai e no norte da Bolívia. Esta subespécie possui asas mais longas, cor mais marrom-alaranjado, pintas dorsais em menor número. Na parte posterior do pescoço até a metade da cabeça é desprovida de pintas.

(IOC World Bird List 2017; Piacentini et al., 2015).

Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Habita campos limpos, campos sujos, cerrados em bordas de matas secas e savanas de cupim, podendo adentrar por áreas parcialmente alagadas. Difícil observação em campo, raramente alça voos curtos, preferindo se afastar correndo quando assustado e adentrar os túneis de rodovias campestres ou em buracos de tatus. Torna-se vítima frequente do lobo guará Chrysocyon brachyurus e de aves de rapina campestres como o falcão-de-coleiraFalco femoralis, que podem encurralar suas presas durante os incêndios esporádicos em seu habitat.

Foto – Edgard Thomas

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

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