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A águia-pescadora Pandion haliaetus é uma ave da família Pandionidae. É também conhecida como gavião-pescador, gavião-do-mar, gavião-papa-peixe e gavião-caipira.
  • Nome popular: Águia-pescadora
  • Nome inglês: Osprey
  • Nome científico: Pandion haliaetus
  • Família: Pandionidae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o mundo, desde Ásia, Europa, Oceania e América; os indivíduos que aparecem no Brasil são originários da América do Norte. Durante o inverno, pode ser encontrada em toda a América do Sul, incluindo todo o Brasil (Antas, 2005; Poole et al. 2014).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes. Sobrevoa os rios e grandes corpos d'agua a procura de peixes, às vezes "peneirando" para localizar sua presa na superfície ou logo abaixo dela. Ao visualizar o peixe, lança-se à água com as garras à frente do corpo para capturá-lo. Às vezes, o peixe está em profundidade que a obriga a mergulhar o corpo e cabeça, mantendo as asas fora d’água. Imediatamente após a captura, voa para um poleiro tradicional. Além das garras finas, a águia conta com uma série de pequenos espinhos na sola dos dedos evitando que a presa escorregue. Outra característica que a auxilia na pescaria é o 4º dedo móvel, que pode ficar tanto para frente quando para trás, aumentando a superfície de contato (Sick, 1997; Antas, 2005). Ocasionalmente pode predar outras aves e pequenos mamíferos Sick (1993), Blinn et al. (2007). Outro pesquisador relatou tal ave voando com uma ave do tamanho de um pombo no Rio Chimán, no Panamá (GRIN 2011).
  • Reprodução: Reproduz-se no hemisfério norte utilizando o Brasil apenas como área de invernagem. A fêmea cuida e alimenta as crias enquanto que o macho procura alimento. Constrói o ninho com gravetos e galhos no alto de árvores. Coloca de 1 a 4 ovos com período de incubação de 37 a 41 dias. Após dois meses, os filhotes realizam os primeiros voos, atingindo maturidade sexual após 3 anos (Poole et al. 2014).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Foto – Edgard Thomas
Águia-pescadora
Foto – Edgard Thomas
Águia-pescadora

Características:

Mede entre 55-58 cm de comprimento, envergadura de até 1,74 m e peso de 990-1800 g (macho) e 1200-2050 g (fêmea) (Poole et al. 2014). Apresenta o dorso marrom-escuro, cabeça e partes interiores branco e uma fina listra escura atrás dos olhos que se estende até a nuca; íris amarela, cauda curta e barrada de cinza-claro. Em voo, é possível notar as asas estreitas e mantidas sempre semidobradas, como um cotovelo em “V” à frente do plano da cabeça. Jovem parecido com o adulto apresenta estrias marrom no pescoço e na coroa. É a única representante da família Pandionidae.
Possui três subespécies levando em conta que Pandion cristatus é considerada como uma espécie plena.
  • Pandion haliaetus haliaetus (Linnaeus, 1758) ocorre na região paleártica, da Grã-Bretanha e Escandinávia até a península de Kamchatka e Japão, e para o sul até o Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho, China e Taiwan, também ocorre nas ilhas Canarias e arquipélago de Cabo Verde; no inverno migra para a África subsaariana, Índia, Indonésia e Filipinas.
  • Pandion haliaetus carolinensis (Gmelin, 1788) - ocorre do Alasca, pelo Canadá e Estados Unidos da América até o noroeste do México (Baja California); no inverno migra para as Américas Central e do Sul, atingindo o Brasil, Argentina e Chile.
  • Pandion haliaetus ridgwayi (Maynard, 1887) - ocorre no Caribe, incluindo as Bahamas, Cuba e Belize na América Central. Esta subespécie é relativamente menor que as demais e apresenta grande parte da cabeça branca; marcas escuras reduzidas na coroa e nos lados da cabeça; marcas de peito reduzidas ou inexistentes. A coloração da porção dorsal é muitas vezes, marrom pálido (talvez por branqueamento provocado pelo sol).

Comentários:

Espécie migratória, originária do hemisfério norte, frequenta os mais variados ambientes, normalmente avistada em regiões com grandes extensões de água (Sick, 1997). É comum em lagos, grandes rios, estuários e no mar próximo da costa. Também pode ser encontrada em ambientes aquáticos inseridos em centros urbanos, como é o caso dos municípios de Manaus/AM, Belém/PA, Rio de Janeiro/RJ, Florianópolis/SC, Porto Alegre/RS, Sobral/CE, dentre outros. Vive normalmente solitária, voando alto ou pousada sobre árvores isoladas.
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FOTO-3 Referências Bibliográficas: FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec - Ecologia Técnica Ltda. │SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997 │ Wikiaves │ Aves de rapina Brasil
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